HUMANO
(André L. Soares)
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Queria te falar sobre estrelas,
porém, desconheço as alturas.
Pensei em te ofertar minha pureza,
mas quem sou eu...
se cresci livre pelas ruas.
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Pudera eu te contar boas histórias,
descrever uma vida sem agruras.
Sonhei em te cobrir de jóias,
mas, sou plebeu...
nunca tive ou quis alguma.
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Bom se eu coubesse em teus sonhos
na exatidão da ordenada com abscissa.
Tentei ser só alma e coração,
juro, não deu...
sou de aço, pedra e fúrias.
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Quisera eu não fosse assim, só erros
e a verdade brotasse em meus lábios.
Talvez, eu possa te salvar do tédio,
mas, se nem nisso...
faz um esforço e me perdoa.
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É que sou tão muito humano
– bem-dotado... de defeitos –
minha perfeição é sempre
ser complexo imperfeito.
E apesar desse jeito insensato
só uma coisa não aceito...
– ah isso não!!! –
é que duvides que te amo.
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O poema acima é de autoria de André L. Soares, que gentilmente permitiu seu uso. Lei Federal n. 9.610/98 – Respeitem os direitos autorais.


